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DISCIPLINA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA AMBIENTAL - PROCAM 2019

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO IEE/PROGRAMA DE POS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA AMBIENTAL – PROCAM

IMAGENS DA NATUREZA: POVOS/POPULAÇÕES TRADICIONAIS E A MODERNIDADE DISCIPLINA: (ICA 5750-1)

DATA E HORÁRIO: 02 a 13 de setembro de 2019 das 18h às 22h .

Nº de Créditos: 06

Nº de Alunos: 20

Local da Aula: NUPAUB, Favo 6, Cidade Universitária, Tel. (11) 3091-3307

Prof. responsável: Antonio Carlos Sant´Ana Diegues

Prof. visitante: Roberto Adrian Ribaric

OBJETIVOS O objetivo central da disciplina é a construção da noção de natureza na modernidade e entre os povos e populações tradicionais contemporâneas, segundo as diversas visões de mundo. Pretende-se também analisar o papel dos povos/populações tradicionais como novos atores cuja visibilidade crescente e suas contradições são fenômenos recentes na história brasileira.

JUSTIFICATIVA Essa disciplina pretende oferecer aos alunos uma visão antropológica das relações  entre os povos/populações tradicionais e natureza dentro da perspectiva das representações sociais na modernidade .. No curso serão discutidos diversos tipos de representação como o do mundo selvagem, da natureza domesticada, da paisagem natural e da paisagem social. Pretende-se também avaliar como essas representações sociais interferem na concepção de políticas públicas de proteção do mundo natural, como os parques nacionais e reservas extrativistas.

Avaliação: Apresentação de seminários, avaliação das leituras e trabalho de final de curso.

EMENTA/BIBLIOGRAFIA

1. História ecológica das relações entre sociedades  e natureza (s) e de suas  representações simbólicas.

Dominique Burg, Posfácio: modernidade e natureza. In: Bourg, D. (dir.) Os Sentimentos da Natureza, Lisboa: Instituto Piaget, 1993 (pp. 243-263).

Philipe Pons, Japão: um apego seletivo à natureza. In: Bourg, D. (dir.) Os Sentimentos da Natureza, Lisboa: Instituto Piaget, 1993 (pp. 33-50).

2. A construção social da noção de natureza.

• Keith Thomas, O Homem e o Mundo Natural: mudanças de atitude em relação às plantas e aos animais (1500-1800), São Paulo: Cia das Letras, 1983 . 0-1800).

• Tim Ingold, Culture, nature, environment: steps to an ecology of life. In: INGOLD, T. The Perception of the Environment: essays in livelihood, dwelling and skill, London: Routledge, 2000

(pp. 13-26).

3. O significado do simbólico e do imaginário para a compreensão das relações homem-natureza.

• Mircea Eliade O Tempo Sagrado e o Mito do Eterno Recomeço. In: ELIADE, M. Tratado de História das Religiões, Portugal: Edições ASA, 1997 (pp. 481-505).

4. O imaginário, os mitos e a conservação da natureza.

• Arturo Gómez-Pompa & Andrea Kaus, Domesticando o Mito da Natureza Selvagem.. In: DIEGUES, A. C. S. (org.) Etnoconservação: novos rumos para a conservação da natureza, São Paulo: Hucitec/Annablume/Nupaub-USP, 2000 (pp. 125-148).

5. Mitos bioantropomórficos e a conservação da natureza.

• Philippe Descola, Ecologia e Cosmologia. In: CASTRO, E. & PINTON, F. (orgs.) Faces do Trópico Úmido: conceitos e questões sobre desenvolvimento e meio ambiente, Belém: Ed. Cejup/UFPA/NAEA, 1997 (pp. 243-261).

• Antonio Carlos Diegues, O Mito Moderno da Natureza Intocada, São Paulo: Nupaub-USP/Hucitec, 2008, 6ª.edição(Cap. V) :  As representações do mundo natural, o espaço publico, o espaço dos “ comunitários” e o saber tradicional..

6. O oceano enquanto construção simbólica.

Alain Corbin, O Território do Vazio: a praia e o imaginário ocidental, São Paulo: Cia das Letras, 1989 (Cap. I e II). 

Lucia H. de Oliveira Cunha, O mundo costeiro: temporalidades, territorialidades, saberes e alternatividades, Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente N. 20. Editora UFPR, jul./dez. 2009 (pp. 59-67).

7. Povos e comunidades tradicionais: definições  e classificações

  Brandão, C. Rorigues, 2015, A comunidade tradicional, Embrapa, Brasilia, cap. 1.

  Diegues, A. : O mito moderno da natureza intocada, 2008. 6ª.edição cap 6.: As populações, conceitos e ambiguidades.

8. A conservação ambiental no contexto internacional: surgimento de novos autores na modernidade  – Povos e Comunidades  tradicionais.

• O reconhecimento dos conhecimentos tradicionais.

• A Convenção sobre Populações Indígenas e tribais (Conv. OIT. 107: 1957).

• A Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho-OIT (1989).

• A Convenção sobre Diversidade Biológica.

Toledo, Victor: Povos/comunidades tradicionais e biodiversidade, Mexico, 2001•

 Tim Ingold, Ancestry, generation, substance, memory, land. In: INGOLD, T. The Perception of the Environment: essays in livelihood, dwelling and skill, London: Routledge, 2000 (pp. 133-151).

9 . O contexto social brasileiro e o surgimento das comunidades tradicionais: conflitos e direitos.

• a) Populações tradicionais e o Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC.

• b) A política nacional sobre Povos e Comunidades Tradicionais.

• Antonio Carlos Diegues, O mito moderno da natureza intocada intocada, 6ª ed. São Paulo: Hucitec, 2008 (Cap. VI, VII ).

• Lucia Helena de Oliveira Cunha, O Universo Costeiro – entre natureza e cultura. In: CUNHA, L. H. Ordens e Desordens Socioambientais: saberes tradicionais em dinâmicas pesqueiras da costa paranaense, Tese de Doutoramento do curso de Meio Ambiente e Desenvolvimento da Universidade Federal do Paraná, Curitiba: UFPR, 2007 (pp. 75-103).

10. Conflitos, movimentos  e experiências de resistência das comunidades tradicionais no Brasil: lutas por territórios e modos de vida ( fóruns de comunidades tradicionais, movimentos quilombolas,  de pescadores artesanais, varjeiros, moradores de reservas extrativistas, res. de Desenvolvimento Dustentavel  etc)

Antonio C.Diegues, O mito moderno da natureza intocada, 2008,  cap.5 (  A proteção da natureza e os novos movimentos ecológicos brasileiros)

Leitura complementar

• Catherine Larrère & Raphaël Larrère, Proteger a natureza: uma tarefa moderna. In: LARRÈRE, C. & LARRÈRE, R. Do Bom Uso da Natureza: para uma filosofia do meio ambiente, Lisboa: Instituto Piaget, 1997 (pp. 197-231).

• Catherine Larrère & Raphaël Larrère, Habitar a Natureza. In: LARRÈRE, C. & 3 LARRÈRE, R. Do Bom Uso da Natureza: para uma filosofia do meio ambiente, Lisboa: Instituto Piaget, 1997 (pp. 305-353).

• Max Oelschlaeger, Henry David Thoreau: Philosopher of the Wilderness. In: The Idea of the Wilderness: from Prehistory to the Age of Ecology, New Haven & London:Yale University Press, (pp. 133-171).

• Simon Schama, Paisagem e Memória, São Paulo: Cia das Letras, (pp. 13-30).

BIBLIOGRAFIA

ALMEIDA, M. B. Direitos à Floresta e Ambientalismo: os seringueiros e suas lutas. In: Rev. Brasileira de Ciências Sociais, Vol. 19 Nº 55, 2004 (pp. 35-52).

BACHELARD, G. A água e os sonhos, São Paulo: Martins Fontes, 1989.

BALÉE, W. Biodiversidade e os Índios Amazônicos. In: CASTRO E. & CUNHA, M. Amazônia: Etnologia e História Indígena, São Paulo: NHII/USP, 1993.

BOURG, D. (dir.) Os Sentimentos da Natureza, Lisboa: Instituto Piaget, 1993.

BRANDÃO, C. R. A comunidade tradicional. in: COSTA, J. B. & OLIVEIRA, C. Cerrado, Gerais, Sertão, Ed. Cidade, 2010.

CARNEIRO da CUNHA, M. & ALMEIDA, M. Enciclopédia da Floresta – o Alto Juruá: práticas e conhecimentos das populações. São Paulo: Cia das Letras, 2002.

CORBIN, A. O Território do Vazio: a praia e o imaginário ocidental, São Paulo: Cia. das Letras, 1989.

CUNHA, L. H. Saberes Patrimoniais Pesqueiros: desenvolvimento e meio ambiente, Vol. 04, Curitiba: UFPR. Significados Múltiplos das Águas. In: DIEGUES, A. (org.) Imagem das Águas, São Paulo: Hucitec/Nupaub-USP, 2000 (pp. 15-25).

 ___________. Tempo natural e tempo mercantil na pesca artesanal. In: DIEGUES, A. (org.) Imagem das Águas, São Paulo: Hucitec/Nupaub-USP, 2000 (pp. 101- 109).

___________. O Universo Costeiro – entre natureza e cultura. In: CUNHA, L. H. Ordens e Desordens Socioambientais: saberes tradicionais em dinâmicas pesqueiras da costa paranaense, Tese de Doutoramento do curso de Meio Ambiente e Desenvolvimento da Universidade Federal do Paraná, Curitiba: UFPR, 2007 (pp. 75-103).

___________. O mundo costeiro: temporalidades, territorialidades, saberes e alternatividades, Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente N. 20. Editora UFPR, jul./dez. 2009 (pp. 59-67).

DEAN, W. A Ferro e Fogo: a história da devastação da Mata Atlântica, São Paulo: Cia. das Letras, 1996.

DESCOLA, P. Ecologia e Cosmologia. In: CASTRO, E. & PINTON, F. (orgs.) Faces do Trópico Úmido: conceitos e questões sobre desenvolvimento e meio ambiente, Belém: Ed. Cejup/UFPA/NAEA, 1997 (pp. 243-261).

DIEGUES, A. Ilhas e Mares: simbolismo e imaginário, São Paulo: NupaubUSP/Hucitec, 1998.

 _________. A ecologia política das grandes ONGs transnacionais conservacionistas 4 2008. In: DIEGUES, A. A pesca construindo sociedades, São Paulo: NupaubUSP, 2004.

_________. O Mito Moderno da Natureza Intocada, São Paulo: NupaubUSP/Hucitec, 1996.

 ELIADE, M. Tratado de História das Religiões, Portugal: Edições ASA, 1997.

FAULSTICH, P. The cultured wild land: the limits of wilderness. In: BURKS, D. Place of the wild, Island Press, 1994.

GENTELLE, P. China: como viver o seu meio. In: Bourg, D. (dir.) Os Sentimentos da Natureza, Lisboa: Instituto Piaget, 1993 (pp. 9-32).

GODELIER, M. A parte ideal do real. In: CARVALHO, E. (org.) Godelier: antropologia, São Paulo: Editora Ática, 1981 (pp. 185-203).

GÓMEZ-POMPA, A. & KAUS, A. Domesticando o Mito da Natureza Selvagem. In: DIEGUES, A. (org.) Etnoconservação: novos rumos para a conservação da natureza, São Paulo: Hucitec/Annablume/Nupaub-USP, 2000 (pp. 125-148).

GONDIN, N. A invenção da Amazônia, Ed. Marco Zero, 1994 (pp. 1-59 e pp. 211-266).

INGOLD, T. The Perception of the Environment: essays in livelihood, dwelling and skill, London: Routledge, 2000.

LARRÈRE, C. & LARRÈRE, R. Do Bom Uso da Natureza: para uma filosofia do meio ambiente, Lisboa: Instituto Piaget, 1997.

OELSCHLAEGER, M. The Idea of the Wilderness: from Prehistory to the Age of Ecology, New Haven & London:Yale University Press, 1991.

SCHAMA, S. Paisagem e Memória. São Paulo: Cia das Letras, 1996.

THOMAS, K. O Homem e o Mundo Natural: mudanças de atitude em relação às plantas e aos animais (1500-1800), São Paulo: Cia das Letras, 1983.

WORSTER, D. Nature's economy: a history of ecological ideas, Cambridge: Cambridge Univ. Press, 1977. 5

 

EVENTOS REALIZADOS

 

DISCIPLINA DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA AMBIENTAL - PROCAM 2017

PCA5013 O Mar como Espaço de Estudos Interdisciplinares: o Papel da Socioantropologia Marítima (clique para acessar)

Prof. responsável: Dr. Antonio Carlos Sant´Ana Diegues.

Prof. colaborador: Dr. Adrian Ribaric.

Objetivos: O curso pretende apresentar uma visão interdisciplinar no estudo do mar, incluindo a contribuição das ciências sociais para a análise das relações entre sociedades e ambientes marinhos.

Justificativa: O mar, até recentemente foi considerado o espaço exclusivo de estudo das ciências naturais. Com o aumento das atividades marítimas, seja pela pesca, pelo transporte e pelo turismo, o mar começou a ser objeto de estudo de diversas disciplinas das ciências humanas, entre as quais a história, a antropologia e a sociologia. Nos últimos anos, no Brasil, a socioantropologia marítima tem contribuído para o aprofundamento dos estudos que relacionam as sociedades e o mar.

Período (clique): 2º semestre de 2017 – Concentrada: 04 a 17 de setembro. Créditos: 04.

Horário: 19 às 22:30. Vagas: 15 alunos de pós-graduação e 10 alunos especiais.

Local: NUPAUB, Rua do Anfiteatro 181, Colméias, Favo 6.

 

Fone: (11) 3091-3307(11) 3091-3307

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO:

  • Frequência;
  • Participação em seminários: 50%;
  • Resumo de leitura: 25%;
  • Apresentação de projeto de pesquisa: 25%;

CONTEÚDO (EMENTA):

  1. O papel das ciências humanas e naturais no estudo do mar: a questão interdisciplinar;

BRETON, Yvan. (1990). Economic anthropology and interdisciplinarity in Costa Rica fishing, ANNUAL Meeting of the Society for applied anthropology, York, England.

DIEGUES, A.C. (2004). A interdisciplinaridade nos estudos do mar: o papel das Ciências Sociais. In: A pesca construindo sociedades. Leituras em socioantropologia marítima e pesqueira. São Paulo. NUPAUB/USP, págs. 15 – 46.

  1. Conceitos básicos de antropologia: cultura e sociedade;

GEERTZ, Cliford. Uma Descrição Densa: Por uma Teoria Interpretativa da Cultura. In: A interpretação das culturas. Rio de Janeiro. Guanabara. p.13-41.

LABERGE, Jacques. (2000). As naturezas do pescador. In: In: Antonio Carlos Diegues. (Org.). A Imagem das Águas. São Paulo: Hucitec, págs 39-57.

  1. Sociedades e ambientes marinhos: a contribuição da socioantropologia marítima no Brasil;

GEISTDOEFER, A. (1989). Antropologie maritime: appropriation technique, sociale et symbolique des resources maritimes. CNRS, Paris. P. 1-10.

DIEGUES, A.C. (1995). Povos e Mares: Uma Retrospectiva de Socio-Antropologia Marítima.  In: A pesca construindo sociedades, NUPAUB, 2004.

FERNANDEZ, J.P. (1987). Antropologia maritime: história, ecologia, organización social y cambio econômico entre lós pescadores. Série Recopilaciones Bibliogrpaficas No. 1.

  1. Tradição e mudança na pesca brasileira;

CORDELL, J. (2001). Marginalidade Social e Apropriação Territorial Marítima na Bahia. In: DIEGUES, A. e MOREIRA, A. Espaços e recursos naturais de uso comum. NUPAUB.

CUNHA, Lucia Helena. (2008). Diálogo de saberes entre tradição e modernidade: ordens e desordens. 26ª. Reunião Brasileira de Antropologia Porto Seguro, Bahia,Brasil.

FORMAN, S. (1970). The raft fishermen. Indiana Press, p.131-138.

  1. Tempo e espaço na pesca;

CUNHA, L. H. (2000).  Tempo Natural e Tempo Mercantil na Pesca Artesanal. In: Antonio Carlos Diegues. (Org.). A Imagem das Águas. São Paulo: Hucitec, p. 101-110.

SILVA, Gláucia (2000). Água vida e pensamento: um estudo de cosmovisão entre trabalhadores da pesca.  In A. Diegues (org.) Imagem das Águas.  Hucitec/Nupaub. p.27-37.

 MAUSS, Marcel (1974). Estudo sobre as variações sasoneiras entre os Esquimós, in Sociologia e Antropologia. EDUSP, São Paulo.

  1. Conhecimentos tradicionais e saberes patrimoniais na pesca;

              LÉVI-STRAUSS, Claude. (1989). O pensamento selvagem. Cap. I. A ciência do            concreto.  São Paulo. Cia Edit.Naciona, 1970, págs. 15 - 50.

ALLUT, A. (2000). O Conhecimento dos Especialistas e Seu Papel no Desenho de Novas Políticas Pesqueiras.  In A. Diegues (d.) Etnoconservação.  Hucitec / Nupaub.

  1.  A territorialidade na pesca;

GODELIER, M.  O ideal e o matérial: pensamento, economias, sociedades. Fayard,Paris 1984. (Tradução de partes selecionadas direto do original).

MALDONADO, S.C. (2000). Caminho das Pedras: Percepção e Utilização do Espaço Na Pesca Simples.  In A. Diegues (ed.) A imagem das águas.  Hucitec / Nupaub.

GODELIER, M. (1982). L' ideel et le materiel. Fayard. p.112-117.

GODELIER, territorio tradução 2.pdf. Trechos selecionados da obra acima traduzidos por Diegues, A. e Ribaric, A..

  1. O regime de acesso aberto e o sistema de uso comum dos recursos naturais;

FEENY, D. et. al. (2001).  A Tragédia dos Comuns: Vinte e Dois Anos Depois.  In Diegues, A. e A. Moreira (orgs.) In: Espaços e recursos naturais de uso comum.  Nupaub. p.17-43.

MCKEAN, M. A.; OSTROM, E. (2001). O regime de propriedade comum em floretas: Somente uma relíquia do passado? In: Diegues, A. e A. Moreira (orgs.) Espaços e recursos naturais de uso comum.  Nupaub. p.79-97

  1. Mitos, simbologia e imaginário marítimo no Brasil;

CORBIN, A. (1989). Território do vazio: a praia e o imaginário ocidental. Cap. 5 - A invenção da praia, págs 266-280. São Paulo. Cia da Letras,

DIEGUES, A. C. (1998).  Ilhas e mares:Ilhas e mares: simbolismo e imaginário. Cap. 4 - As Ciências Sociais e as Sociedades Marítimas e Insulares e Cap. 5 - A construção histórica e simbólica da maritimidade. Hucitec, São Paulo.

  1. Conflitos e organização sócio-política dos pescadores.

POSEY, Darrel. (2001).  Interpretando e Utilizando a ‘Realidade’ dos Conceitos Indígenas: O Que E Preciso Aprender dos Nativos?  In: Diegues, A. e A. Moreira (orgs.) Espaços e recusrsos naturais de uso comum.  Nupaub. p.267-279.

BRITTO, Rosyan: 1989 : Modernidade e Tradição: construção da Identidade Social dos Pescadores de Arraial do Cabo (RJ),UFRRJ-CPDA;

CUNHA, L.H. Reservas extrativistas: uma alternativa de produção e conservação da biodiversidade. Nupaub.

BIBLIOGRAFIA:

ALLUT, A. 2000. O Conhecimento dos Especialistas e Seu Papel no Desenho de Novas Políticas Pesqueiras.  In A. Diegues (d.) Etnoconservação.  Hucitec / Nupaub.

BACHELARD, G. 1979. A água e os sonhos. São Paulo. Martins Fontes.

BREÊTHES,J.C. e Fontana, A  1992 Recherches interdisciplinaires et gestion des pêcheries, Centre International d´explotation des oceans, Canada

BRETON, Y. 1981. “L’anthropologie sociale et lês sociétés de pêcheurs. Réflexions sur la naissance d’um sous-champ disciplinaire”. In: Anthropologie et Sociétés: Lês sociétés dês pêcheurs, vol 5, no.1. Québec: Université de Laval.

BRITTO, Rosyan: 1989 : Modernidade e Tradição: construção da Identidade Social dos Pescadores de Arraial do Cabo (RJ),UFRRJ-CPDA;

CARNEIRO, Antônio Marcos Muniz. MORAES, Edilaine Albertino de. VIEIRA, Luiz Fernando Silva. Conhecimentos tradicionais da pesca artesanal para a conservação sustentável do mar: Valores Patrimoniais do Espaço Marítimo na Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo – RJ. Rio de Janeiro: Editora COPPE/UFRJ, 2012.

CASCUDO, CAMARA L 1954 Jangada, uma pesquisa etnográfica. Rio de Janeiro, Ministério de Educação e Cultura.

CASTRO, E. 2000.  Território, Biodiversidade e Saberes de Populações Tradicionais.   In A. Diegues (d.) A Etnoconservação.  Hucitec/Nupaub.

CHEVALIER, J. GHEERBRANT, A. 1991. Dicionário dos símbolos. São Paulo. José Olympio, 6ª. Edição.

CORBIN, A. 1989. Território do vazio. A praia e o imaginário ocidental. São Paulo. Cia da Letras,

CORDELL, J. 2000. Remapeando as águas. O significado dos sistemas de apropriação social do espaço marítimo. Disponível em http://nupaub.fflch.usp.br/sites/nupaub.fflch.usp.br/files/color/remapeando.pdf

CORDELLl, J. 2001. Marginalização Social e Apropriação Territorial Marítima na Bahia. In: DIEGUES, A. e MOREIRA, A. Espaços e recursos naturais de uso comum. NUPAUB.

CORDELL, J. 1983. Locally managed sea territories in Brazilian coastal fishing. Berkeley University of California.

CORDELL, J. 1989. A sea of small boats. Introdution: Sea teanure. Massachusetts: Cultural Survival, Inc.

CUNHA, L. H. 2000.  Tempo Natural e Tempo Mercantil na Pesca Artesanal. In: Antonio Carlos Diegues. (Org.). A Imagem das Águas. São Paulo: Hucitec, p. 101-109.

CUNHA, L. H. 2003. Saberes Patrimoniais Pesqueiros. Desenvolvimento e Meio Ambiente (UFPR) , Curitiba, v. 7, p. 71-79, 2003.

DIEGUES, A. C. 1983. Pescadores, camponeses e trabalhadores do mar. São Paulo. Editora Ática.

DIEGUES, A. C. 1995.  Povos e Mares: Uma Retrospectiva de Socio-Antropologia Marítima.  In: A pesca construindo sociedades, NUPAUB, 2004.

DIEGUES, A. C. 1998  Ilhas e Mares, Simbolismo e Imaginário, cap. IV As Ciências Sociais e as Sociedades Marítimas e Insulares e Cap. 5: A construção histórica e simbólica da maritimidade. Hucitec, São Paulo.

DIEGUES, A. C. 2000.  Navegando Pelas Montanhas: Pesca de Marcação e Mestrança em Galinhos, RN.  In  A. Diegues (d.) Imagem Das Águas.  Hucitec/Nupaub.

DIEGUES, A. C. 2004a. A interdisciplinaridade nos estudos do mar: o papel das Ciências Sociais. In: A pesca construindo sociedades. Leituras em socioantropologia marítima e pesqueira. São Paulo. NUPAUB/USP, págs. 15 – 46.

DIEGUES, A. C. 2004b. Conhecimento tradicional na pesca e apropriação social do ambiente marinho. In: A pesca construindo sociedades. Leituras em socioantropologia marítima e pesqueira. São Paulo. NUPAUB/USP, págs. 195 – 224.

DUARTE, F. 1978. As redes do suor: a reprodução dos trabalhadores da produção dos trabalhadores da produção de pescado em Jurujuba. Rio de Janeiro: Museu nacional.

DURHAN, E. 1985. “Malinowski”. In. Col. Grandes Cientistas Sociais, n.55, págs. 1-83. Ática, São Paulo.

FARIA, Luiz de Castro. Pescadores e pescarias. In: LIMA, R.K. & L.F. PEREIRA, 1997 – Pescadores de Itaipu: Meio ambiente, conflito e ritual no litoral do Estado do Rio de Janeiro. EDUFF, Niterói. 1997, pgs 21-30.

FEENY D. et. Al. 2001.  A Tragédia dos Comuns: Vinte e Dois Anos Depois.  In Diegues, A. e A. Moreira (orgs.) Espaços e Recursos Naturais de Uso Comum.  Nupaub.

FERNANDEZ. J.P. 1991. Antropologia maritima: história, ecologia, organización social y cambo econômico entre lós pescadores. Madrid, Ministerio de Agricultura, Pesca y Alimentación. 

FIRTH, R. 196. The Malay fishermen: their peasant economy. London.

FORMAN, S. 1970 The raft fishermen: tradition and change  in the Brazilian Peasant Economy, Indiana University Press.

GEISTDOEFER, A. 1989. Antropologie maritime: appropriation technique, sociale et symbolique des resources maritimes. CNRS, Paris.

GODELIER, Maurice. 1981. A parte ideal do real. In: Carvalho, E.A. (Org.). Godelier. São Paulo: Ática. P.185-203.

GUHA, Rachamandra 2000 O biólogo autoritário e a arrogância do anti-humanismo, in Etno-conservação: novos rumos  para a proteção da  natureza nos trópicos, Diegues, A (org), São Paulo: Annablume Editora. P. 81-99.

HOLM, P. 2003. Crossing the border: On the relationship between science and fishermen’s knowledge in a resource management context. In: MAST. Volume 2. No.  2. Amsterdan, págs. 5 – 34.

LEVI-STRAUSS, Claude,1989. O pensamento selvagem. Cap. I. A ciência do concreto.  São Paulo. Cia Edit.Naciona, 1970, págs. 15 - 50.

MALDONADO, S. 1986. Os pescadores do Mar, Ática, São Paulo.

MALDONADO, S.A. 2000.  Caminho das Pedras: Percepção e Utilização do Espaço Na Pesca Simples.  In A. Diegues (d.) Imagem Das Águas.  Hucitec / Nupaub.

MARQUES, J.J. 2001. Pescando Pescadores: Ciência e Etnociência em uma perspectiva ecológica. NUPAUB, 2ª. Edição.

MAUSS, Marcel 1979 Estudo sobre as variações sasoneiras entre os Esquimós, in Sociologia e Antropologia. EDUSP, São Paulo.

NOGARA, Paulo. 2000.  Proteção e Gestão Participativa does Recursos Pesqueiros no Saco de Mamangua, RJ.  In A. Diegues e V. Viana (d.) Comunidades Tradicionais e o Manejo dos Recursos Naturais da Mata Atlântica.  Nupaub.

PÁLSSON, G. 1991. Coastal economies, cultural accounts: human ecology and Icelandic discourse. Manchester University.

POSEY, Darrel. 2001.  Interpretando e Utilizando a ‘Realidade’ dos Conceitos Indígenas: O Que E Preciso Aprender dos Nativos?  In Diegues, A. e A. Moreira (d.) Espaços e Recursos Naturais de Uso Comum.  Nupaub.

ROUE, Marie. 2000.  Novas Perspectivas em Etnoecologia: Saberes Tradicionais e Gestão dos Recursos Naturais.  In Etnoconservação.  Hucitec / Nupaub.

SILVA, Glaucia. 2000. Tudo O Que Tem Na Terra Tem No Mar: A Classificação dos Seres Vivos Entre Os Trabalhadores da Pesca em Piratininga, RJ.  In A. Diegues (d.) Imagem das Águas.  Hucitec/Nupaub.

TIEZZI, E. 1988. Tempos históricos, tempos biológicos – A Terra ou a Morte: Os Problemas de uma Nova Ecologia. São Paulo: Livraria Nobel S.A.

 

 

 

  • DISCIPLINA DO PROGRAMA DE POS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA AMBIENTAL - PROCAM

[ICA 5750-1] Imagens da Natureza: Povos/Populações Tradicionais e a Modernidade

 

Prof. responsável: Dr. Antonio Carlos Sant´Ana Diegues

Prof.ª colaboradora: Dr.ª Lúcia Helena Cunha (UFPR)

 

Período: 29/10 à 9/11 de 2013. Horário: das 18h às 22h.

Local da Aula: NUPAUB, Favo 6, Cidade Universitária, Tel. 3091-3307

 

Para informações sobre inscrição acessar: prpg.usp.br/procam

 

POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS: TERRITÓRIO, CONHECIMENTO E DIREITOS 

 
Realização NUPAUB/USP 
 
Dias 31/10/11 a 04/11/11 - Horários: das 19:00 às 23:00 (atividades opcionais: das 16:00 às 18:30)
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
 
 
 
    Seminários Interdisciplinares - 28/05 a 01/06/2001